Uma escola para as crianças se desenvolverem

Baseada no construtivismo, a Educação Infantil da Escola Balão Vermelho compreende a criança como sujeito ativo, potente, participativo, que interage e dialoga com o contexto sociocultural a que pertence.

Ela produz uma cultura particular que emerge na interação com seus pares e também com os adultos, convergindo para a construção da autonomia, criatividade e aprendizagem significativa. Nossa concepção de educação/ensino/aprendizagem consideram:

O ponto de vista da criança no que se refere a como e o que aprender.

O ponto de vista do professor no que se refere a como e o que ensinar.

O acelerado crescimento da produção de conhecimento e sua mudança qualitativa.

Relacionar afetividade e aprendizagem.

UMA ESCOLA PARA INFÂNCIA

A Educação Infantil do Grupo Balão Vermelho compreende a criança como sujeito ativo, potente, participativo, que interage e dialoga com o contexto sociocultural a que pertence, produzindo uma cultura particular que emerge na interação com seus pares e também com os adultos, convergindo para a construção da autonomia, da criatividade e de uma aprendizagem significativa.

 

 

 

A CRIANÇA COMO SUJEITO DO
PROCESSO EDUCATIVO

O que guia a ação e define as escolhas é o conceito de criança como sujeito social distinto do adulto, que apreende o mundo de forma singular, toma decisões, está atento à sua atualidade, e, na interação com o outro, constrói conhecimento. Esta é a base que orienta nossa forma de organizar a proposta pedagógica. Assim, todas as decisões estão atreladas ao que a criança faz, ao que produz, suas possibilidades e teorias. Por isso, duas das ações educativas mais importantes para essa abordagem são a escuta e a atenção cuidadosa à criança.

A PEDAGOGIA DA ESCUTA

A escuta ocupa centralidade em nosso trabalho pedagógico. Trata-se de uma ação recíproca entre crianças e professoras, por meio da qual se interpretam significados. É uma atitude receptiva que pressupõe uma disponibilidade para acolher as mensagens expressas pela criança, por meio de diferentes linguagens, devotando-se, assim, um olhar cuidadoso sobre ela. Nesta perspectiva, o que guiará a ação educativa não será somente a intervenção do adulto, mas o escutar a infância, em suas mais diversas formas de expressão.
A escola trabalha, portanto, com a finalidade de escutar para agir e atender às necessidades das crianças e, assim, organizar as situações educativas que as levem a conhecer, gerar e articular conhecimentos socioculturais, combinar sentimentos, imagens e pensamentos. Se as escolhas do educador estão relacionadas a esses elementos, consequentemente não é possível fazê-las à revelia da criança.

EDUCAR, CUIDAR E BRINCAR

Educar, cuidar e brincar significa valorizar os processos de conhecimento das crianças, sua expressividade e maneira particular de atuar no mundo. A indissociabilidade entre educar, cuidar e brincar está presente em todos os momentos do cotidiano escolar, pois a criança está em constante aprendizado. Por isso, mantemos o princípio de contribuir para a sua formação integral, sendo todos os adultos, sobretudo as professoras, responsáveis por criar condições lúdicas, de bem-estar e preparo de contextos em rotinas de trabalho que atendam às suas necessidades e interesses.
Para isto, organizamos situações que favorecem a interatividade, a socialização, a cooperação e o desenvolvimento de capacidades, mas sem perdermos de vista a formação de hábitos que incentivam o aprender a cuidar de si; a cuidar do outro, sobretudo seus pares; e a cuidar do ambiente.
A brincadeira é uma atividade necessária à criança, pois promove o seu desenvolvimento afetivo, cognitivo e social. À medida que brinca, a criança entra em contato com a cultura e ao mesmo tempo produz elementos culturais próprios da infância. Portanto, é necessário criarmos oportunidades que permitam a realização do brincar individual e coletivo, por meio da ação física e da imaginação. Isso significa incorporar ao nosso cotidiano, de modo sistemático, duas abordagens: o brincar em si e o jogo como estratégia didática.
Estudos recentes sobre a infância indicam que a identidade da criança se forma no interior das suas atividades diárias. Esse modo específico de agir e de significar o mundo ocorre especialmente por meio das brincadeiras, sejam advindas de nosso patrimônio cultural, sejam inventadas simbolicamente. Estas, por sua vez, estão referenciadas no contexto do mundo adulto.

AFETIVIDADE E APRENDIZAGEM

A relação entre pensamento e afetividade se dá mediada pelas múltiplas linguagens que a criança utiliza para se comunicar e interagir com seus pares e com os adultos, para explorar objetos, para criar e imaginar, para apropriar-se das informações e valores socioculturais.
Nesse contexto, buscamos auxiliar as crianças na identificação e/ou reconhecimento de afetos e emoções que expressam no decorrer do processo de autoconhecimento, socialização e conhecimento de mundo. Isto significa compreendê-las e guiá-las para compreenderem-se a si mesmas nas mais variadas manifestações: choro, ameaça, ciúme, disputa, e também na alegria e no contentamento. No plano coletivo, trata-se de fortalecer suas diversas formas de expressão, de tal maneira que desenvolvam a capacidade de compartilhar as suas experiências afetivas e ter uma vivência social saudável.

AMBIENTE EDUCATIVO

Atribuímos grande valor educativo ao ambiente, pois o espaço da escola não só comporta a movimentação da criança, como também se caracteriza como lugar de disseminação e assimilação de conteúdo educacional, contendo mensagens e estímulos próprios que interferem diretamente no modo como a criança o ocupa e o significa. 

O ATELIÊ

Nossa proposta para o ateliê é promover o encontro entre as crianças e as variadas formas de expressão. A criança é encorajada a explorar esse espaço e a manifestar-se através das mais diferentes linguagens – desenho, pintura, palavras, movimento, montagens, dramatizações, colagens, escultura. Acreditamos que essa produção intensa de representações conduz a níveis de habilidades simbólicas e de criatividade bastante elaborados.

PROJETOS:
PESQUISANDO JUNTO DAS CRIANÇAS

A aprendizagem acontece quando há elaboração de sentido pela criança, o que é facilitado se a atividade estiver situada em seu contexto histórico e cultural. É na relação direta com sua vida social que ela constrói modos de interpretar suas experiências, aprender sobre si mesma e sobre o mundo.
No que tange às pesquisas, a opção pela estruturação e organização do cotidiano escolar por meio de projetos de trabalho se dá por se tratar de uma postura pedagógica que gera situações bastante ricas de aprendizagem.
O trabalho pedagógico é, portanto, centrado nos projetos em que a participação da criança ocorre desde a definição do tema, ou do problema de investigação, até a seleção de conteúdos, ferramentas e estratégias de estudo que possam contribuir para as descobertas. Entende-se “problema”, nesse contexto, como algo desafiador, e não apenas como uma dificuldade ou um desconhecimento acerca de determinado conteúdo. Das descobertas possibilitadas pelo trabalho de pesquisa, emergem novas demandas, novas perguntas a serem respondidas.
É fato que, quanto menor é a criança (um e dois anos, por exemplo), mais se exige da professora a observação atenta e cuidadosa, e, a partir de sua interpretação, ela conduz o projeto, organizando o ambiente, oferecendo materiais e vivências em que as crianças possam se manifestar de diferentes maneiras. Os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, científico e tecnológico da sociedade são ferramentas de apoio na busca de alternativas ou formas de superação do problema ou questão propostos.

AS FAMÍLIAS COMO PARTICIPANTES
DOS PROCESSOS ESCOLARES

Ampliar as fronteiras da escola com as famílias implica reconhecer os diferentes universos das crianças, seus valores, experiências e conhecimentos, pois nada disso fica circunscrito no interior da escola.  As ações das crianças, suas histórias, seus modos de ver e viver o mundo não são desvinculados dos seus processos culturais e escolares. Nesse sentido, em nossa prática pedagógica não só levamos em consideração os saberes extraescolares como também consideramos a família e sua participação como pontos-chave desta história.
As situações de interação e inserção das famílias no cotidiano da escola ocorrem de diferentes maneiras: em reuniões coletivas e individuais; em festas culturais e feiras literárias; em atividades especiais como jogos, brincadeiras, cantorias, contações de histórias, produções de arte; em contribuições e, sempre que possível, em intervenções nos projetos desenvolvidos com as crianças. Além disso, o retorno das famílias referente à documentação presente na escola ou enviada para casa nos oferece um rico conjunto de dados para compreendermos ainda mais a experiência de cada criança, individual e coletivamente. 

A DOCUMENTAÇÃO EDUCATIVA /
REGISTRO DO CONTIDIANO

Procuramos registrar as observações que fazemos do percurso educativo das crianças nas dimensões individual e coletiva. Além das anotações das professoras, também são captadas fotos, videogravações, objetos e falas que representam descobertas, jeitos de pensar, de se desenvolver, os comportamentos, reações e preferências, em situações preciosas que revelam o vivido pelas crianças. Tudo isso nos auxilia na aproximação e interpretação dos significados que as crianças atribuem às suas ações e produções, bem como seus processos de socialização e aprendizagem. Mantendo sempre uma postura investigativa, aberta, criativa e afetiva, empenhamo-nos em registrar fatos e situações que revelam e possibilitam às crianças o reconhecimento de seus desafios e conquistas. Para as famílias, essa documentação representa narrativas – imagéticas e escritas – que promovem uma maior aproximação com os acontecimentos da vida escolar, mostrando a importância desses momentos.

Para produzir esta documentação, adotamos duas perspectivas: a individual e a coletiva. No portfólio individual, nosso ponto de partida é a imagem da criança como um sujeito capaz de conhecer, gerar e articular conhecimentos socioculturais. Esse processo acontece em um contexto interativo que valoriza as linguagens e expressões próprias da infância, que promove laços de amizade entre seus pares e fortalece o vínculo afetivo com os adultos da escola.
Já as experiências coletivas são socializadas em diferentes suportes: nos murais, nas portas das salas e na distribuição de um informativo, denominado “Notícias da Meninada”, em que são registradas as vivências de cada turma. Para esse informativo, não há uma regularidade estabelecida. É feito a partir da escolha da professora sobre um acontecimento significativo para ela e para as crianças.
Toda essa documentação serve para fundamentar os educadores na compreensão dos significados atribuídos pelas crianças às suas próprias produções, pois toda a organização dos registros é feita de modo compartilhado, bem como se torna um rico material de reflexão e investigação da prática.
É isto o que o Balão pretende quando produz esta documentação, afinal, valorizamos, e muito, a história de cada criança, integrada à história do grupo de pares, que também é mediada por nós – professoras, auxiliares, coordenadoras e diretora.

Um lugar para a construção do conhecimento

Como uma escola da educação construtiva, entendemos que a trajetória da aprendizagem não é linear. Por isso, nossa estrutura é preparada para o atendimento à diversidade.

SEGURANÇA

Fazemos o monitoramento de alarmes e câmeras nas duas unidades, sendo 56 câmeras na Unidade Praça do Papa e 42 câmeras na Unidade Bandeirantes.

CORPO EM MOVIMENTO

Oferecemos atividades extracurriculares realizadas no turno da noite, com modalidades como: capoeira, balé, judô, futebol, circo, tai chi chuan, yoga, storytelling e jogos teatrais.

GOOGLE FOR EDUCATION

Implantamos as ferramentas Google For Education, promovendo a inovação e a aprendizagem ao testar ideias e desenvolvê-las.

SUSTENTABILIDADE

Interagimos com projetos e comunidades para ampliação da visão de mundo.

Um espaço completo

O espaço é mais um elemento educador, sendo explorado para fins educativos. Assumir posturas investigativas, promover o contato com a natureza, explorar as alternativas do mobiliário e dos pátios, recriar objetos, utilizar diferentes materiais, além de experimentar desafios corporais fazem parte do trabalho pedagógico.

O Ateliê

Espaço para a experimentação e utilização de diversos materiais para as mais variadas expressões artísticas das crianças da Educação Infantil.

Pátio do arvorismo

Destinado às brincadeiras infantis, movimento e corporeidade. O local oferece inúmeros desafios onde as crianças precisam criar estratégias corporais para a utilização dos brinquedos que lá estão.

Areia verde

Local de brincadeiras e fomento da imaginação da Educação Infantil, com utilização da areia sintética e brinquedos variados.

Pátio colorido

É utilizado para piqueniques, jogos e brincadeiras com cordas, bolas, panos e brinquedos variados.

Sala de música

Utilizada pelas crianças para as criações musicais e construção de competências relacionadas a musicalização infantil.

Biblioteca

Ambiente organizado para a leitura literária das crianças e diversos tipos de pesquisas.