Algumas características do ensino construtivista para educação

Por Rubens Garcias | Publicado em 23 de abril de 2021

Na corrida para se prepararem para as avaliações externas, como a prova do ENEM, os estudantes do Ensino Médio brasileiro estão perdendo cada vez mais a oportunidade de vivenciar práticas de ensino que promovam a construção do conhecimento de forma significativa, através do tempo, das experiências e das interações. Diante disso, é possível um Ensino Médio com uma educação contemporânea, alinhada a uma metodologia construtivista que prepara os estudantes para o ENEM e para o mercado de trabalho?

A primeira coisa que precisamos fazer é problematizar a ideia de que o construtivismo é uma metodologia. Durante muito tempo, o termo “construtivista” foi banalizado e reduzido a uma dita “metodologia de ensino” empregada por algumas escolas. No entanto, filósofos e pesquisadores em educação defendem a ideia de que o construtivismo é mais que isso. Trata-se de um conjunto mais amplo de princípios e teorias de aprendizagem,  que são importantes para que educadores e escolas possam ajudar seus estudantes a aprenderem, isto é, a construírem conhecimento.

Uma das bases do construtivismo é a ideia de que os estudantes constroem seu próprio conhecimento a partir das suas experiências. Em outras palavras, os alunos usam seus conhecimentos prévios como base para criar seus novos aprendizados. Dessa forma, a trajetória e a experiência de cada estudante tornam seu processo de aprendizado único. Compreender, portanto, a educação dessa forma é fundamental para que professores e educadores saibam integrar a bagagem de experiências e conhecimentos prévios dos estudantes às práticas de ensino na sala de aula.

De forma geral, os principais elementos e princípios do construtivismo que moldam essa forma de ver a Educação são:

  • Um conhecimento é construído a partir de outro. O conhecimento prévio, as experiências, crenças e valores também fazem parte dessa base que sustenta novos conhecimentos.
  • A aprendizagem é um processo ativo. Os estudantes precisam se engajar em discussões, leituras, atividades, trabalhos, projetos, experimentos etc. que envolvam a reflexão sobre esse processo e, consequentemente, a construção de significado a partir dos sentidos, da experiência e do envolvimento.
  • O conhecimento é pessoal. Apesar de se dar no plano social, a construção de conhecimento envolve as próprias experiências e crenças. Diante de uma mesma aula em uma mesma turma, a maneira e o quê os estudantes aprendem podem ser diferentes.
  • A motivação é a chave para o aprendizado. Qualquer pessoa é incapaz de aprender se está desmotivada. É importante que os educadores desenvolvam maneiras de envolver e motivar os estudantes. Isso pode se dar através de temas que atraiam os jovens pela curiosidade, por propostas inovadoras,  pelo compartilhamento dos objetivos de aprendizagem dos conteúdos e, principalmente, pela sua aplicabilidade no mundo real. Nesse sentido, o conhecimento deve surgir de uma demanda, ou seja, ser uma resposta a uma necessidade da realidade.

No Ensino Médio do Grupo Balão Vermelho, buscamos integrar os princípios construtivistas – com práticas dialógicas de ensino e aprendizagem, projetos de pesquisa, trabalhos de campo, diferentes itinerários formativos e uma educação horizontal e centrada no protagonismo dos estudantes – com a preparação formal de habilidades e competências exigidas para o ENEM, através de um intenso treinamento de questões fechadas, simulados e produção de texto. É importante entender que aplicamos o construtivismo em sala de aula para criar um ambiente de aprendizagem único e colaborativo, no qual os estudantes estão ativamente envolvidos. Nossos professores atuam como guias e facilitadores, concentrando-se na aprendizagem interativa e centrada em questões e interesses dos estudantes, no entanto, sem perder de vista todos aspectos conceituais exigidos para que os estudantes alcancem o sucesso desejado nos exames externos.

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